Indicado ao STF queria R$ 40 mil
de indenização
Por Monique Mello -
Cristiano Zanin Foto:
Edilson Dantas / Agencia O Globo
O advogado Cristiano Zanin
Martins sofreu uma derrota na Justiça para um influenciador apoiador do
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A sentença foi publicada na última semana,
pouco antes de seu nome ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Zanin pedia uma indenização no
valor de R$ 40 mil a Luiz Galeazzo Vareta, dono do perfil @oiluiz nas redes
sociais, com mais de 300 mil seguidores.
Em algumas publicações, Luiz
sugeria que a contratação de Zanin pelo empresário Joesley Batista, dono do
frigorífico JBS, seria uma ajuda à campanha de Lula nas eleições de 2022.
– Muito conveniente a J&F
contratar o advogado do Lula quando a campanha do petista está precisando de
dinheiro… Deve ser só coincidência – dizia um post de 15 de agosto do ano
passado.
Uma segunda publicação trazia o
seguinte:
– Primeiro, Lula usou o BNDES pra
transformar Joesley Batista no Campeão Nacional da carne. Agora, Joesley paga o
favor, contratando o advogado do Lula justamente quando a campanha do ladrão
mais precisa de dinheiro. Dizem que é uma boa forma de se doar grana sem
ninguém ver.
Por meio de um recurso ao
Tribunal de Justiça de São Paulo, Zanin conseguiu que o influenciador fosse
obrigado a apagar as postagens.
– As mensagens contêm evidente
carga ofensiva à honra do autor, o qual chegou a ser citado pessoalmente num
dos textos, o que nem precisaria ser feito, pois facilmente identificável pela
maioria da população que acompanhou fatos recentes da história do Brasil –
afirmou o desembargador Alexandre Coelho, na decisão.
Ao negar o pedido de indenização,
a juíza Raquel Machado Carleial de Andrade, da 20ª Vara Cível do Foro Central
de São Paulo, citou a fama alcançada por Cristiano Zanin. Para a magistrada, as
declarações do influenciador se enquadrariam em “jornalismo opinativo”.
– Por pouco razoáveis e, por vezes,
inacreditáveis que determinadas opiniões sejam, qualquer indivíduo tem o
direito de expressá-las enquanto se atentar aos limites juridicamente
estabelecidos (…). Não se podem proibir questionamentos – afirmou a juíza na
sentença.
Cristiano Zanin ainda foi
condenado a pagar 10% do valor da causa em honorários para o advogado de Luiz
Galeazzo, mas pode recorrer.
Via PLENO NEWS

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